Nesta segunda-feira (13), no plenário da Câmara de Vereadores de Currais Novos, foi realizada uma Audiência Pública para tratar da Política Municipal de atendimento e acompanhamento ao diabético. A proposição foi feita pela vereadora Tércia Lêda (PT), que reforçou a necessidade de garantir que o debate fosse mais que um momento de discussão, mas que apontasse caminhos e propostas para melhorar a Política de atenção ao diabético.

Para o representante da Associação Curraisnovense de Diabetes (ACD), Walter Antero, a Audiência Pública é um marco pois pela primeira vez o tema "Diabetes" é discutido na Câmara de Vereadores. Antero ressaltou a importância da criação de um protocolo municipal de atendimento às pessoas com Diabetes.

Ficou definido na Audiência que o grupo que deve elaborar o protocolo municipal de assistência ao diabético, documento que objetiva garantir um melhor atendimento e assistência à população, será composto pela Comissão de Saúde da Câmara, profissionais da saúde municipal, além da gestora Rosário Bezerra e a ACD.

Além disso, outros assuntos devem ser abordados e pactuados entre essas instituições em busca de resolubilidade como o rastreamento e busca ativa da pessoa com Diabetes; suporte, diagnóstico e acompanhamento com exames; a garantia e fluxo de entrega dos insumos como a seringa, tiras e lancetas; e a contratação de médico endocrinologista para as equipe da atenção básica.

Hoje, aproximadamente 4 mil pessoas na cidade de Currais Novos têm o diagnóstico do Diabetes. Porém, acredita-se que esse número seja o dobro, já que muitos desconhecem que têm a doença. "A maior parte do tempo o Diabetes é silencioso. É preciso haver uma busca ativa e acompanhamento na rede básica, além de ações de promoção à saúde", apontou o endocrinologista da ACD, Lissandro Barros.

Sobre o Diabetes

É uma doença silenciosa e indolor, mas que, se não controlada, pode levar a complicações como cegueira e amputação de membros periféricos ou mesmo à morte. Estatísticas internacionais apontam que, em média, uma em cada dez pessoas têm ou terá o diabetes do tipo II, que é mais comum e menos grave. Já o diabetes do tipo I acomete, no Brasil, uma a cada dez mil pessoas, sobretudo crianças e adolescentes.